sábado, 11 de julho de 2015

Brasileira de 18 anos passou em 8 universidades americanas.

Naquele dia, o almoço era especial. Letícia sentou-se à mesa para comer com a família. Simone, sua mãe, preparou um canelone, um dos pratos preferidos da filha. A data marcava não só o aniversário de 18 anos da jovem, mas uma conquista incomum para um brasileiro: Letícia acabara de ser aprovada em oito universidades americanas.

Apesar de uma condição financeira razoavelmente confortável, o sonho de Letícia Mattos da Silva, filha de pai militar, extrapola a renda familiar. Para conseguir o visto de estudante e poder iniciar o curso, a jovem precisa arrecadar US$ 58 mil, cerca de R$ 186 mil. 

O prazo terminaria no dia 1º de julho, quando precisava comprovar à Universidade da Califórnia que possuía a verba para custear os estudos e suas necessidades básicas no exterior. Como o valor necessário ainda não foi arrecadado, o prazo se estendeu para 13 de julho.

O montante é referente apenas ao primeiro ano de estudos e cobre as despesas de anuidade, moradia, alimentação, plano de saúde obrigatório e material didático da instituição. “Depois do primeiro ano, tenho mais três pela frente. Vou tentar usar meu desempenho acadêmico para diminuir o valor das taxas junto à universidade”, projeta a jovem.

Se o plano der certo, essa não será a primeira experiência internacional da rondoniense, que há seis anos adotou Porto Alegre (RS) como casa. Em 2013, a estudante foi selecionada em um curso de verão da Universidade de Harvard. 

Foi quando o orçamento da família apertou. Na época, a menina estudava no tradicional Colégio Farroupilha, em Porto Alegre, com mensalidades que giram em torno dos R$ 2 mil para o ensino médio. “Era um esforço que nós fazíamos para que eu pudesse estudar em uma boa escola. Esse valor já estava fora da nossa realidade, mas meus pais sempre priorizaram a educação e nós deixávamos de gastar em outras coisas”, conta Letícia, filha única do casal.

Além disso, a mãe dela havia sido diagnosticada com câncer em 2008. Desde então, sem emprego, passou por tratamentos e três cirurgias, sem sucesso para a retirada do tumor. A doença da mãe levou a família a expor a situação para a escola e pedir ajuda. 

O colégio concedeu uma bolsa para Letícia e estornou o valor pago de mensalidades anteriores. Este dinheiro serviu para pagar o programa de dois meses em que Letícia cursou Introdução à Prova Matemática e Fundamentos Contemporâneos da Astronomia, em Harvard.

Terra
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