quarta-feira, 18 de novembro de 2015

A publicação dessa mulher no Facebook sobre fingir estar morta durante os ataques em Paris se tornou viral.

No sábado, Bowdery compartilhou no Facebook seu relato apavorante e comovente sobre estar dentro da casa de shows Bataclan na sexta-feira à noite, quando mais de 82 pessoas foram mortas por homens armados.
No sábado, Bowdery compartilhou no Facebook seu relato apavorante e comovente sobre estar dentro da casa de shows Bataclan na sexta-feira à noite, quando mais de 82 pessoas foram mortas por homens armados.

Na publicação, Bowdery escreve que quando os disparos começaram ela acreditou que faziam parte do show. Você nunca espera que vá acontecer com você. Era apenas uma noite de sexta-feira em um show de rock. A atmosfera estava tão feliz e todo mundo estava dançando e sorrindo. E então, quando os homens entraram pela porta da frente e começaram os disparos, nós ingenuamente acreditamos que era tudo parte do show. Não foi apenas um ataque terrorista, foi um massacre. 

Dezenas de pessoas foram baleadas bem na minha frente. Poças de sangue encheram o chão. Gritos de homens adultos que seguravam os corpos de suas namoradas cortavam a pequena casa de shows. Futuros destruídos, famílias desoladas. Tudo em um instante.

Ela disse que permaneceu deitada no chão da casa de eventos, fingindo estar morta e tentando não respirar. Sozinha e em choque, eu fingi estar morta por mais de uma hora, deitada entre as pessoas que podiam ver seus entes queridos imóveis. Segurando minha respiração, tentando não me mover, não chorar - não dando a esses homens o medo que desejavam ver. Eu tive muita sorte em sobreviver. 

Mas muitos não o tiveram. As pessoas que estavam lá pelas mesmas razões que eu - se divertirem em uma sexta à noite eram inocentes. Este mundo é cruel. E atos como esse destacam a depravação dos seres humanos e as imagens desses homens circulando entre nós como abutres vão me assombrar para o resto da minha vida. 

A maneira como eles meticulosamente miraram as pessoas ao redor da área da pista onde estava no meio, sem qualquer consideração pela vida humana. Não parecia real. Eu esperava que a qualquer momento alguém dissesse que aquilo tudo era apenas um pesadelo.

Bowdery também descreveu os heróis da noite: estranhos que lhe ajudaram, o amigo que lhe trouxe novas roupas para que não precisasse vestir seu top ensanguentado. Mas ser uma sobrevivente deste horror me faz capaz de lançar uma luz sobre os heróis. Para o homem que me tranquilizou e colocou sua vida em risco para tentar cobrir minha cabeça enquanto eu gemia. 

Para o casal cujas últimas palavras de amor me mantiveram acreditando que existe o bem no mundo, para a polícia, que conseguiu resgatar centenas de pessoas, para os estranhos que me pegaram na rua e me consolaram durante os 45 minutos em que eu realmente acreditei em que o garoto que eu amava estava morto, para o homem ferido que eu tinha confundido com ele e, em seguida, ao reconhecer que ele não era Amaury, me segurou e disse que tudo ia ficar bem, apesar de estar sozinho e assustado, para a mulher que abriu as suas portas aos sobreviventes, para o amigo que me ofereceu abrigo e saiu para comprar roupas novas para que eu não precisasse usar aquele top ensanguentado, a todos vocês que enviaram mensagens de carinho e apoio - vocês me fazem acreditar que este mundo tem potencial para ser melhor. Para não deixar isso acontecer novamente.

Ela conclui: “Cabe a nós sermos melhores pessoas. Viver a vida que as vítimas inocentes dessa tragédia sonhavam, mas infelizmente nunca poderão”. Mas a maior parte disso é para as 80 pessoas que foram assassinadas dentro desse local, que não tiveram a mesma sorte, que não chegaram a acordar hoje e para toda a dor que seus amigos e familiares estão passando. Sinto muito. 

Não há nada que irá acabar com a dor. Eu me sinto privilegiada por estar lá durante seus últimos suspiros. E realmente acreditando que eu iria me juntar a eles, eu asseguro que seus últimos pensamentos não eram sobre os animais que causaram tudo isso. Eles pensavam nas pessoas que amavam. Quando me deitei no sangue de estranhos e esperando a bala que iria acabar com meus meros 22 anos, eu imaginava cada rosto que eu já amei e sussurrei eu te amo. Constantemente. Refletindo sobre os pontos altos de minha vida.

Desejando que aqueles que eu amo soubessem o quanto os amo, desejando que eles soubessem que não importa o que tivesse acontecido comigo, continuassem acreditando no lado bom das pessoas. Para não deixar que aqueles homens vençam. Ontem à noite, a vida de muitos foram mudadas para sempre, e cabe a nós sermos pessoas melhores. Viver uma vida que as inocentes vítimas desta tragédia sonharam, mas que infelizmente agora nunca mais poderão. Descansem em paz anjos. Vocês jamais serão esquecidos.
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