quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Dilma: ‘Nunca tive acusação sobre uso indevido de dinheiro público’.

Dilma Rousseff reafirmou nesta sexta-feira, na executiva nacional do PDT, que durante sua militância no partido e posteriormente no PT, nunca teve qualquer acusação sobre uso indevido de dinheiro público. Ela disse que não tem dinheiro no exterior, referência que já tinha feito ao responder o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), quando acatou o parecer de juristas sobre o impeachment da presidente, e que tem uma “vida absolutamente ilibada”:

— No caso do presidencialismo é necessário que tenha culpa formada. Não se pode tergiversar sobre isso, porque é politico, porque eu não gosto do governo, e isso é o que temos assistido aqui. Não tenho na minha vida, ao longo do tempo no PDT ou no PT, nenhuma acusação de uso indevido de dinheiro público. Não tenho dinheiro no exterior, tenho uma vida absolutamente ilibada e honro meus companheiros, porque sei que meus companheiros sempre combateram mau uso do dinheiro público, da corrupção, e fomos sempre nós que defendemos a democracia — completou a presidente.

Ex-militante do PDT, Dilma se emocionou ao falar do ex-governador Leonel Brizola, que faria 94 anos nesta sexta-feira, e do ex-presidente João Goulart.

— Na minha vida política um homem teve muita importância, e foi Leonel Brizola. A vida me permitiu duas coisas: trazer o corpo do Jango de volta, e a segundas foi conduzir Leonel Brizola entre os heróis da pátria. Acho importante um povo ter seus heróis — disse a petista.

A presidente acrescentou ter certeza que Brizola, fundador do PDT, defenderia a “soberania e legalidade” do país, porque ele tinha um “faro imenso para tentativas de golpe”.

— Na ditadura, feliz do povo que não tem heróis, porque na ditadura o herói é aquele que morre sob tortura. Mas, na democracia, feliz do povo que tem heróis, e nós podemos dizer que temos heróis. O Brizola defenderia a soberania desse país e a legalidade e a democracia nesse país. Se tinha uma pessoa com faro imenso para tentativas de golpe, até porque foi vítima de um, esse é o Brizola.

A executiva nacional do PDT aprovou por unanimidade a posição contrária ao impeachment de Dilma. A reunião do partido também fechou questão a favor do afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara.

Liderada pelo presidente da legenda, Carlos Lupi, e com a presença de Ciro Gomes e do ministro das Comunicações, André Figueiredo, a reunião do PDT também confirmou candidatura própria da legenda em 2018. Quando Lupi anunciou que terão candidato a presidente, os militantes saudaram Ciro Gomes como “futuro presidente”.

A presidente disse também que ficou “estarrecida” com um trecho do relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) que atribuía as previsões negativas para o país, entre outros fatores, à instabilidade política no Brasil e ao alongamento das investigações dos malfeitos na Petrobras.

O Globo
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