sábado, 6 de fevereiro de 2016

Brasil não tem estrutura para dar assistência a bebês microcéfalos e suas famílias.

‘Faremos tudo para proteger mães e futuras mamães do zika”, garantiu a presidente Dilma Rousseff em pronunciamento na TV, anteontem à noite. Segundo ela, o governo fará “absolutamente tudo” para apoiar as crianças com microcefalia e suas famílias. Mas a realidade que as gestantes, com ou sem zika, encontram no Brasil é diferente. Reflete-se, por exemplo, no sofrimento de mães do sertão nordestino, que percorrem centenas de quilômetros em busca de assistência.

São histórias como as das jovens mães de bebês microcéfalos atendidas no Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto, em Campina Grande, na Paraíba. Grávidas, elas viajam 200, 300 quilômetros em condições precárias. Muitas vezes, de carona. Procuram o serviço da equipe de Adriana Melo, a médica cujo grupo de pesquisa foi o primeiro a identificar o vírus no líquido amniótico de fetos microcéfalos e a relatar a ocorrência de outras malformações em bebês cujas mães tiveram zika.

— O que o Ministério da Saúde está fazendo de concreto por essas crianças agora? Ainda não vi. Pernambuco montou um centro de atendimento. E temos recebido muita ajuda da prefeitura de Campina Grande. Mas somos um município pobre e recebemos pacientes de todo o estado — reclamou Adriana, recentemente, em entrevista.

A médica não sabe mais o que dizer e como atender a todas as mães que a procuram, e que sequer entendem a gravidade do problema dos filhos. — São meninas ainda, em sua maioria — lamentou a médica.

Como outros especialistas, Adriana Melo ressalta que o Brasil não tem estrutura para dar assistência a crianças microcéfalas e suas famílias. O drama dessas mães já é imenso em cidades maiores, como Recife, mas se multiplicam no sertão, onde não há assistência. É tragédia sem paralelo na história da Saúde Pública do país.

Segundo Adriana, muitos bebês com microcefalia vão sobreviver: — Mas em que condições? Não sabemos. Imagine atravessar 200 quilômetros sertão adentro para trazer todos os dias uma criança que precisa de atendimento altamente especializado. (A.L.A.)
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