terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Video: A casa 1 é um projeto de uma pessoa comum, exatamente igual a você. Por Iran Giusti, via Facebook

Bom, chegamos finalmente naquele momento em que acho que nem um textão vai dar conta de caber tudo que precisa ser dito. Para começar, eu preciso deixar bem claro uma coisa que praticamente nenhuma matéria publicada deixou: a casa 1 é um projeto de uma pessoa comum, exatamente igual a você. 
A gente sempre tem uma tendencia à querer acreditar em grandes pessoas, em belíssimas atitudes de generosidade imensa que vai salvar o mundo. Pois bem, o lance é que essas pessoas não existem e pensar em igualdade, equidade, em equilibrar a balança e ajudar quem não tem o que a gente tem (seja coisas que conquistamos, que trabalhamos ou até porque nascemos com elas) é um desafio da nossa sociedade, todos os dias, o tempo todo e é urgente. 

E isso me leva até o fato de que toda essa urgência se dá pelos pedidos de ajudas constantes, pela desigualdade gritante que a gente se habitou, pelo conforto do nosso mundinho, seja ele o da escola, do trabalho, do bairro ou até das nossas redes sociais. A gente precisa fazer. Ok, eu em especial tive o privilégio de ter uma segurança financeira por seis meses para poder mergulhar em um projeto em que acredito, mas olha, se eu te falar de não tenho ideia de como vou pagar o meu aluguel esse mês você acredita? 

Pois é, e tá tudo bem, porque eu entendi que eu tenho um monte de privilégios e que eu quero usa-los para ajudar quem precisa, e logo mais com tudo organizado volto aos 'freelas', aos trampos aos corres e vai estar lá, o aluguel pago, porque na nossa corrida social eu pude estudar, me qualificar, fazer faculdade, trabalhar em lugares legais. Então peço que você avalie um pouquinho seus privilégios e use-os com sabedoria. 

Não dá pra agradecer todo mundo que eu gostaria porque tá foda de tanto amor e apoio, mas tem algumas pessoas que não da pra deixar de fora: primeiro meus pais e a minha irmã. Sabe, se tem alguém que eu brigo e discordo em absolutamente tudo são eles, mas uma lição que eles me deram TODOS os dias da minha vida é: não feche os olhos.

Desde sempre vi minha família se mobilizando para auxiliar as pessoas, desde sempre eu acompanhei meus pais fazendo malabares financeiros para conseguir dar conta de tudo sem nunca deixar ajudar quem precisasse. E é isso que eu quero passar pra frente, que quero que a Casa 1 seja, um espaço que não feche os olhos para ninguém. 

E é por isso que eu digo que a casa é só o começo, nosso centro cultural vai estar aberto 12 horas por dia, 7 dias por semana com programação a todo momento. Vamos bater de porta em porta do bairro pedindo espaços para fazer atividades, vamos entender todo o nosso entorno, vamos dialogar com todas as pessoas que vivem por perto, porque é isso que eu acredito ser diversidade. 

E por mais que eu brinque que é megalomania eu tenho certeza que não é: é o que eu quero para minha vida, eu quero saber o nome das pessoas que compartilham a rua comigo, dos comerciantes que eu faço negócios, quero saber histórias, aprender com as pessoas, quero ver colorido, quero ver alegria. 

Na lista de agradecimentos não dá pra deixar de fora também o Otávio Salles que desde o primeiro minuto embarcou na ideia com tudo, e mesmo a gente se matando praticamente todos os dias, tai, crescendo e construindo algo que acreditamos, assim como ele, as incríveis mulheres da Quatro e Um, Helena, Nathália, Ana e Karina que nos abraçaram e se tornaram voluntárias desde que a Casa era só uma ideia (bem das loucas) e também o Luan Rocha de Campos, meu namorado, que teve que lidar comigo quando encasqueto com algo, e por fim o Junior RM que tirou as férias para praticamente morar com a gente na casa e ajudar a colocar tudo de pé. 

A Casa 1 é só um começo e sei que com a ajuda de todos vocês vai crescer e se multiplicar. Obrigado à todos, e aguado todos vocês na Rua Condessa de São Joaquim, 277, Bela Vista, São Paulo. Por Iran Giusti, via Facebook
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