quarta-feira, 22 de março de 2017

Em Monteiro, a esperança tomou posse: Texto do professor Dr Durval Muniz de Albuquerque Jr. (PPGH/UFRN e UFPE),

Num momento de tanto desânimo, em que o país mergulhado no caos econômico e numa enorme crise política motivados por um golpe contra a democracia desfechado pelas forças do atraso e da defesa do status quo, o que se viu hoje na cidade de Monteiro e em todos os lugares por onde Lula e Dilma passaram significa um fulgurante raio de esperança. 

Hoje ficou patente que as elites brasileiras jamais conseguiram produzir uma liderança popular como Luís Inácio Lula da Silva, jamais alguém, mesmo Getulio Vargas, conseguiu morar nos corações e na alma do povo como esse homem que veio desse mesmo povo, que é um sobrevivente da seca, da fome, da miséria, das injustiças sociais, do trabalho mal remunerado, da doença, dos efeitos de séculos de domínio do latifúndio, da monocultura, do coronelismo, de uma sociedade de profundas desigualdades sociais. 

O povo ama Lula, porque ele é a sua própria encarnação, a sua melhor face, é aquele que dentre eles deu certo e não virou as costas para ele, não o esqueceu.  Hoje ficou patente que se Lula já é um mito vivo, se as elites do país tiverem a coragem e o descaramento de o encarcerarem sem ele ter cometido qualquer delito, ele se tornará lenda e as perseguirá enquanto viver e mesmo depois de morto. 

O que se viu hoje desde a chegada no aeroporto em Campina Grande, ao longo de todo o percurso até Monteiro pela BR-432, completamente colapsada, nas cidades de Serra Branca, Sumé foi o encontro do maior líder popular da história do Brasil, do maior presidente que este país já teve com o seu povo, sem precisar de seguranças, cercas, tapumes, como aquelas que cercaram e protegeram o homúnculo que ocupa ilegitimamente neste momento o Palácio do Planalto, um espécime do tipo que só nossas piores elites é capaz de criar.  

Não era apenas a militância petista que estava em Monteiro, ela estava sim, novamente revigorada, ela que andava de cabeça baixa depois da derrota, se encheu novamente de brio e orgulho por tudo o que o PT fez por esse país, só a transposição do São Francisco já coloca o partido, que tentam caluniar e destruir, na história do país, ele que fez bem mais. 

Não eram apenas os militantes da esquerda que estavam lá.  Sim, eles estavam, de muitos partidos, de muitos estados brasileiros, pois parecem começar a perceber que enquanto a esquerda se dividir a direita imporá ao país sua agenda antipopular e antinacional. Mas quem estava lá, em sua maioria, eram homens e mulheres do povo nordestino, de muitos estados nordestinos e brasileiros, porque apesar de todo o bombardeio da mídia dos patrões, da mídia golpista e oligopolista, o povo sabe a verdade, o povo sentiu em sua vida as mudanças trazidas por 14 anos de governos populares. 

Não são as acusações levianas, sem provas, não são a ridicularia de um pedalinho e de um apartamento que não é de quem dizem que é que fará o povo esquecer o que aconteceu em suas vidas nesses últimos anos.  Se as pessoas de outras regiões não compreendem o amor dos nordestinos por Lula, visitem a transposição e possa ser que entendam. 

Quem, como eu, andou léguas atras de agua para beber, quem correu atras de vacas e jumentos durante quilômetros para encontrar uma fonte de agua para que matassem a sede, não pode evitar as lágrimas ao ver aquela água chegando pelos canais ao sertão. Como não amar e ser agradecido ao homem que teve coragem de enfrentar todos os obstáculos, e foram muitos, para que esse quase milagre acontecesse? 

Podem dizer o que for, o sertanejo desconfiado ficará calado ouvindo o doutor reacionário, o boizinho de classe media falar mal de Lula, mas lá no intimo Lula e Dilma ficarão para sempre na alma desse povo.  Em Monteiro, uma cidade de 10 mil habitantes, mais de 50 mil pessoas vieram celebrar o retorno da esperança e não foi mais porque a estrada colapsada não permitiu a aproximação. 

Como em 2003 e 2007, nas posses de Lula, o povo acorreu de todos os lugares, alegres, para uma enorme confraternização, a esperança estava novamente no ar, novamente ela vencia todos os medos. Não havia mais lugar para hospedar ninguém, Lula e Dilma mal conseguiram se aproximar das águas com tanta gente a querer toca-los, abraça-los. O carro que os levava ficou preso sob a multidão. 

Hoje, em Monteiro a esperança voltou a tomar posse de todos nós que queremos um Brasil mais justo, mais igualitário, mais humano, menos desigual, um Brasil para seu povo, um país que tenham governos que não se vanglorie de serem impopulares e de tomarem medidas impopulares. Podem chamar Lula de populista, quem assim o faz é porque lhes falta o verdadeiro amor e gratidão do povo. Hoje em Monteiro jorrou as águas da esperança e eu me banhei de lágrimas de alegria e de emoção. 

Prof. Dr. Durval Muniz de Albuquerque Jr. (PPGH-História/UFRN e UFPE)
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