domingo, 18 de junho de 2017

Como a República de Curitiba ajudou a levar ao poder a “quadrilha mais perigosa” do país de Temer e PSDB

Joesley Batista afirma que a quadrilha mais perigosa do país é a de Temer e Aécio (Leia aqui) mas cabe analisar como foi a contribuição de Moro, Dallagnol e sua turma para que essa quadrilha chega-se ao poder com estudos, no qual a Lava Jato de Curitiba só fez operações contra o PT na véspera do Impeachment, viabilizando queda de Dilma e das eleições municipais de 2016 que permitiu crescer o poder do PSDB e PMDB:

As datas das operações, prisões e pirotecnia antes do Impeachment favoreceram Temer, chegar ao poder e o PSDB a sair fortalecido nas eleições municipais de 2016.

Levantamento do GGN mostra que o núcleo da Lava Jato em Curitiba nunca teve tanto destaque no noticiário como nas semanas que antecederam a votação do impeachment na Câmara. Coerção de Lula, delação de Delcídio e vazamento de áudio da presidente eleita ajudaram a criar o clima para o afastamento.

Jornal GGN  Uma pesquisa sobre o impacto da Lava Jato no noticiário nacional mostra algumas diferenças no modus operandi junto à imprensa dos núcleos da operação concentrados em Brasília – sob o comando do procurador-geral da República, Rodrigo Janot – e em Curitiba – com destaque para os despachos do juiz federal Sergio Moro.

Um vôo sobre todas as capas da Folha de S. Paulo no último um ano e meio mostra que o esforço da Lava Jato em Curitiba para emplacar manchetes bombásticas teve como alvo preferencial, num primeiro momento, as maiores empreiteiras do País e seus dirigentes e, num segundo, Dilma Rousseff, Lula, PT e seus aliados. Enquanto isso, o núcleo que cuida dos inquéritos contra políticos tentou mostrar imparcialidade mirando em vários partidos, mas provocou estragos maiores na cúpula do PMDB.
O ápice da Lava Jato em Curitiba
Do total de 10 capas da Lava Jato em março/2016, a equipe de Curitiba é responsável por 8 delas. Todas muito bem orquestradas para criar o clima necessário ao impeachment. Denúncias sobre suposta obstrução da Justiça (delação de Delcídio), caixa 2 na campanha de reeleição (inquérito contra João Santana) e a investida contra Lula (condução coercitiva, vazamento de conversa com Dilma e impedimento de assumir a Casa Civil) levaram Dilma e Lula para o olho do furacão, e colocou a legitimidade da presidente eleita em xeque.
O espetáculo se deu no começo de maio e aumentou em junho, com o vazamento da delação premiada de Sergio Machado, que atingiu em cheio a cúpula do PMDB.
Os escândalos revelados – incluindo conversa entre Machado e Romero Jucá sobre o plano para tirar Dilma do poder e frear a Lava Jato – tiveram de disputar espaço com a votação do impeachment e seus desdobramentos e, por isso, o volume emplacado em termos de capas na Folha não foi tão grande em maio. Mas das 5 capas do mês, 4 foram de notícias subsidiadas pela delação de Machado à PGR.
Em junho, com Michel Temer já no cargo de presidente interino da República, o número de capas sobre a Lava Jato voltou a crescer: foram 8 (até o dia 25 de junho), sendo que 6 delas são fruto de trabalho do núcleo sob Janot. O próprio interino foi citado nas delações. Três ministros já cairam, e caciques do PSDB também foram atingidos, numa tentativa de Janot de mostrar isenção – um diferencial em relação a Curitiba, que continua mirando no PT com denúncias de caixa 2 nas campanhas presidenciais e favorecimento a Lula.
Comparação
Em última analise, é possível observar que a sanha do grupo de Curitiba para ocupar as páginas de jornais com periodicidade quase que diária é tão grande que faz parecer a “colaboração” da força-tarefa em Brasília pontual e relativamente tímida em relação a números.

Em relação ao peso do conteúdo dos vazamentos que ocorrem no andar de cima, contudo, a Lava Jato sob Janot já provou seu potencial com a dança das cadeiras no governo do interino Temer e com o afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara.

GGN analisa em próxima reportagem a Lava Jato ao longo de 2015, quando a PGR brilhou em dois momentos iniciais: com a lista de Janot e com as contas de Eduardo Cunha na Suíça.

Sem falar a prisão de vários petistas ás vésperas das eleições de 2016, sem prisão de nenhum tucano, sem toda pirotecnia contra o PMDB, o que acabou prejudicando o PT e favorecendo o PSDB e PMDB nessas eleições, teve até Ministro da Justiça, anunciando prisão de petista em palanque tucano.

Falando Verdades
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