domingo, 27 de agosto de 2017

Deputado federal enviou tuítes para a conta do músico Tico Santa Cruz e foi rebatido em seguida: “Parece que o exercício de hombridade e respeito não é o forte da família”

O músico Tico Santa Cruz detonou o filho de Jair Bolsonaro, que resolveu provocá-lo, mandando duas mensagens para seu Twitter. E ainda o desafiou para um encontro pessoal. “Pois bem, deputado. 

Somos dois homens, quando tiver oportunidade, se quiser conversar sobre esses assuntos, pode ter certeza que estarei a sua espera. Esse negócio de ficar de papo furado pela internet é coisa de adolescente. 

O senhor, como parlamentar pago com dinheiro público, tem o dever de ouvir qualquer brasileiro – mesmo que discorde de ti – isto é, se souber exercitar a democracia, coisa que não me parece muito familiar a sua turma”.  

A polêmica teve início quando o vocalista da banda Detonautas reagiu ao fato de ter tido seu perfil no Facebook invadido no domingo (27) por apoiadores de Bolsonaro. Foram feitas inúmeras postagens contrárias ao posicionamento político do cantor, notoriamente de esquerda, algumas com publicações ofensivas.
Acompanhe a íntegra da resposta de Tico: “Agora de madrugada o filho de Jair Bolsonaro enviou dois tuítes para minha conta, e um outro onde esqueceu de me mencionar. Vou responder por aqui porque o Twitter é fácil de tirar de contexto.  

Primeiro – eu não descobri os nomes, e-mails e Ips de quem hackeou o meu FB. Esses rastros foram deixados pelos criminosos. Um deles inclusive deixou link para seu perfil pedindo que o seguissem. Com relação ao IP do invasor, o FB manda um e-mail para avisar quando sua conta sofre alguma alteração ou é utilizada num dispositivo fora do padrão usual.  

Nele consta localização, horário, tipo de aparelho, operadora e IP.  

Não precisa ser investigador para ter acesso a isso! O próprio FB com sua central de segurança disponibiliza esse serviço!  

Com relação à invasão do Canal de Pablo Vittar, por que cargas d’água, eu teria como ter acesso? 

Não entendi a relação! Mas ok, deputado.  

Segundo – Cobrar Bolsonaro por um posicionamento público de repúdio à utilização de sua imagem ou seu nome em crimes cometidos na internet, sim! Para que o deputado e aspirante a presidente deixe claro diante desses ataques que, independente de serem apoiadores ou não, que ele não concorda com este tipo de atitude! Isso não tem nada a ver com hipocrisia, tem a ver com a defesa da própria honra!  

Basta ver como se comportam os seguidores de Bolsonaro nas redes que podemos ter uma noção da violência com a qual se utilizam para defender seu nome!  

Mas isso é uma escolha!  

Se algum irresponsável estivesse usando meu nome ou minha imagem para cometer crimes, sendo meu apoiador ou não, eu imediatamente viria a público repudiar tal atitude!  

Mas parece que esse exercício de hombridade e respeito não é o forte da família.  

Por fim, todo cidadão brasileiro tem o direito de cobrar e de dizer o que um deputado deve fazer, sim! Vocês são funcionários públicos, pagos com nossos impostos. Não preciso me candidatar para cobrá-los! Esse é um dever cívico, ou o senhor acha que está lá para fazer apenas o que quer, sem ouvir a população?  

Quando “nos vimos” na câmara, estava participando de uma sessão sobre o MINC e estavam presentes vários coletivos de cultura.  

Eu não coloquei “2 machos P se beijar”, essa foi uma reação a fala preconceituosa do seu amiguinho pastor Marcos Feliciano. E não tenho problema nenhum em ver 2 machos se beijando. Num ambiente onde todo tipo de aberração acontece, um ato de amor faz muito bem para a energia do lugar! Eu me sentiria ofendido se um “macho” pegasse o microfone para exaltar torturador da ditadura militar.  

A delegacia de crimes de internet será acionada, assim como meus advogados!  

Será que seu pai ou você não tem interesse em saber quem foram os responsáveis pela invasão se utilizando de vossos nomes e vossas imagens? Seria uma maneira de mostrar que vocês não compactuam com esse tipo de ação”, completou.  

Fotos: Lula Marques/Agência PT e Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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