sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Festa de 'calourada' Universidade Federal de Goiás (UFG) têm final triste

O irmão do estudante Ariel Ben Hur Costa Vaz, de 32 anos, morto a tiros durante uma festa na Universidade Federal de Goiás (UFG), diz que ele foi baleado ao tentar tirar o amigo de uma briga. A confusão na noite de sexta (15) teria acontecido após um esbarrão na saída do banheiro do evento. 

Um jovem que trabalhava no caixa foi baleado e socorrido. “Amigos do Ariel contaram que um rapaz que estava com eles foi ao banheiro e, ao sair, esbarrou em outro cara, que começou a discutir com ele. Começou uma confusão e várias pessoas começaram a bater nesse rapaz. 

O Ariel se aproximou para tentar separar, tirar o amigo dele de lá, quando um homem que ninguém sabe quem é sacou uma arma e atirou nele”, disse o técnico em construção civil, Tiago Ben Hur, de 30 anos.

O G1 não conseguiu contato com a assessoria de imprensa do Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) para saber o estado de saúde do homem baleado. De acordo com o irmão da vítima, os pais chegaram a passar mal ao saberem da morte do filho. 

“Meu pai tem problemas cardíacos, tivemos que levá-lo para o hospital, para ser medicado. Minha mãe também tem problemas renais e precisou tomar calmantes após ficar sabendo”, contou Tiago. Ariel cursava ciências ambientais há dois anos e meio. Ele era apelidado carinhosamente pelos colegas como “vovô”, por ter idade acima da média da turma. 

Além disto, disse que ele havia lutado muito para entrar na universidade. “Meu pai e minha mãe estão acabados, porque quem ficava em casa com eles era meu irmão. Eles agora não sabem o que fazer, porque tem uma casa grande, sem ninguém para morar agora”, disse, emocionado. 

Tiago reclamou, por fim, da segurança no local. Ele diz que, se houvesse um rigor maior, seriam identificadas pessoas armadas e a entrada delas seria barrada. A Polícia Civil esteve no local para começar as investigações, mas não adiantou se há alguma suspeita sobre o caso.

"Não tinham testemunhas no local quando nossas equipes chegaram. No local foram encontrados elementos de munição ponto 40, além de vários copos espalhados pelo gramado. Pela dimensão dos objetos jogados no local, tratava-se de um evento de grandes proporções", afirmou ao G1 o delegado Hellyton Carlos Miranda Carvalho. 

Em nota ao G1, a reitoria da UFG informou que soube da notícia com "profundo pesar". Disse que o evento era de responsabilidade do Diretório Central de Estudantes (DCE), que havia pedido autorização à universidade para realização do evento. 

Segundo a instituição, a contratação de seguranças, a locação de banheiros químicos e a limpeza após a festa era de responsabilidade dos estudantes que organizaram o evento. Já o DCE divulgou uma nota em sua rede social ressaltando que “a festa contava com autorização da Reitoria e com duas empresas de segurança privada, sendo uma fixa da Universidade e a outra contratada exclusivamente para o evento”. 

Além disso, informou que o campus não possui restrição para entrada, impossibilitando, portanto, qualquer tipo de controle de quem estava presente no evento.
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