domingo, 17 de setembro de 2017

No Seridó, o governador Robinson Faria reforça apoio ao setor têxtil e defende empregos da atividade

Para apoiar e buscar alternativas sustentáveis de desenvolvimento das facções têxteis do Seridó, o governador Robinson Faria participou de uma audiência pública em São José do Seridó na manhã deste sábado (16), em que declarou que soma-se à luta em defesa dos empregos gerados pela atividade. 

O evento foi organizado pela classe produtiva da região, empresários, associações e pequenas fábricas, para discutir a crise que afeta o setor e buscar soluções, e contou ainda com representantes da classe política. O Governador foi enfático na defesa da atividade e dos empregos que proporciona. 

"Estou ao lado de cada um de vocês trabalhadores do setor têxtil. Não estamos aqui para afrontar o Ministério Público, muito pelo contrário; viemos nos juntar a essa luta, para vencer as dificuldades que esse setor vem enfrentando. Vocês dependem destes empregos e não vamos permitir que sejam prejudicados", disse, sendo fortemente aplaudido pela população presente. 

De acordo com especialistas, a crise na área têxtil já era um problema real devido à concorrência desleal com o mercado asiático. O agravamento veio com o posicionamento do Ministério Público do Trabalho, divulgado nos últimos dias, que entendeu ser a Fábrica Guararapes, e não as facções, a responsável pela contratação dos profissionais de costura terceirizados. 

Com a decisão, pelo menos 62 unidades têxteis do Seridó distribuídas pelas cidades de Parelhas, Cerro Corá, São José do Seridó, São Vicente, Acari e Jardim do Seridó, e cerca de 2.600 trabalhadores, devem ser prejudicados. Ratificando seu posicionamento na última reunião com os faccionistas, que aconteceu na Governadoria na quinta-feira (14), o governador Robinson Faria disse que o caminho é o diálogo. 

“Essa decisão pode gerar um enorme problema social, causando o desemprego de milhares de pessoas no interior do estado. Empregos esses que são os que sustentam uma casa”, disse o governador, completando que a ação é inadmissível, uma vez que o setor movimentou no ano passado, em plena crise, quase R$ 100 milhões.
LUTA 

Esta realidade é vivida pela coordenadora de facção têxtil de São José do Seridó, Auxiliadora Feitosa, que diz não saber o que fazer caso essa ação seja ajuizada. "Estamos indo dormir sem sabermos o dia de amanhã. Caso essa ação seja ajuizada, São José vai se acabar. Graças a Deus o governador tomou essa luta como dele e vai lutar junto com a gente", desabafou a faccionista.





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