quarta-feira, 22 de agosto de 2018

“Palanque da sabotagem continua de pé”, afirma Robinson Faria na Fiern

O governador e candidato à reeleição, Robinson Faria (PSD), discursou nesta terça-feira, 21, na Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), onde afirmou que durante seu primeiro mandato foi prejudicado por um 'palanque da sabotagem', que o impediu de conseguir recursos para viabilizar projetos de sua gestão.

'Assumi o Rio Grande do Norte falido. Os outros oito estados do Nordeste não estavam na mesma situação do RN quando eu o assumi”, disse. E acrescentou: “o palanque da sabotagem, que não sabota a mim mas ao RN, continua de pé e impediu viabilizar programas, operações de crédito e liberação de recursos, que dependiam de parcerias com o Governo federal', afirmou.  

O candidato enfatizou que, nos últimos quatro anos, trabalhou para garantir ao Estado um ambiente mais favorável aos negócios, com maior segurança jurídica para atrair novos investimentos em diversas áreas. 'Só se investe num estado onde se tem segurança jurídica', frisou. 

Mais RN 

'Estou na casa que pensa o Rio Grande do Norte, que pensa o emprego, que abriga grandes economistas, quero cada vez mais a Fiern próxima para trabalharmos juntos'. A afirmativa foi feita pelo candidato à reeleição ao governo do estado pelo PSD, Robinson Faria, na tarde desta terça-feira, 21, no Fórum Fiern Caminhos do RN. 

Disse que pretende incorporar o Mais RN ao seu programa de governo. 'O Mais RN pensa o Rio Grande do Norte de amanhã', frisa o governador, lembrando que a Macroplan, empresa que elaborou o Mais RN, também elaborou o Plano Plurianual da sua gestão.  

O evento, realizado na Casa da Indústria, traz nos dias 20, 21 e 22, todos os candidatos do Executivo estadual para debater propostas para o Estado, junto aos empresários e representantes do setor produtivo. Uma oportunidade para conhecer os projetos de Governo, bem como ouvir do empresariado anseios e sugestões para os próximos quatro anos.  

Em seu discurso de abertura, o presidente da Fiern, Amaro Sales de Araújo, mostrou dados do Mais RN que demonstram a trajetória de declínio do Estado projeções que alertam para necessidade ajustes e ações para reverter esta queda – da 14º posição em 2014 para 23ª em 2022, caso as medidas não sejam implementadas. 

O presidente ponderou que a conjuntura atual não é debitada no governo Robinson, mas resultado dos governos ao longo dos anos e situação macroeconômica do país.  O presidente da Fiern, Amaro Sales de Araújo, entregou ao governador a edição atualizada do Mais RN, que estabelece uma Agenda Potiguar com 44 metas para os próximos quatro anos. 

A agenda, explica ele, é a síntese, em curto prazo, de um plano estratégico de desenvolvimento para se chegar em 2035, com crescimento econômico e melhoria da qualidade de vida da população.

'É preciso retomar o momento de crescimento do Rio Grande do Norte, de retomarmos o Pacto político e social de todos os entes em prol do desenvolvimento do Estado. Esta é, desde a primeira edição do Mais RN, a primeira medida a ser implementada, o que não aconteceu e tivemos uma trajetória de perdas. A Fiern se coloca a disposição do próximo Governo para apoiar', frisa Amaro Sales. 

'Segurança passa por ações integradas'

Após sua explanação Robinson Faria respondeu perguntas dos empresários sobre segurança pública, saúde, ajuste fiscal, educação, e a Uern. Sobre a segurança, afirmou que a solução para a crise também passa pela mudança na legislação brasileira. 

Discorreu sobre os investimentos que fez no setor, em pessoal e equipamentos; defendeu a redução da maioridade penal; criticou as audiências de custódia; e a InterTV Cabugi, pela forma como noticia a violência no estado. 'Segurança passa por ações integradas, de cidadania, sociais, de educação e esportes, pela presença do estado nos bairros, não é só ação policial ostensiva', disse.  

A saúde, afirmou Robinson, foi um dos setores em que o seu governo mais avançou, aumentando o número de leitos hospitalares, sobretudo de UTIs. 'Criamos 150 novos leitos de UTIs e equipamos seis hospitais regionais para cirurgias', disse. 

Com relação à educação, o candidato disse que aumentou o número de professores, através de concurso público e construiu novas escolas, mas que os resultados irão aparecer em médio prazo.  

Uma das perguntas feitas durante a sabatina foi sobre os custos para o estado da Uern (Universidade Estadual do RN). Robinson disse que, se reeleito, não irá privatizar a instituição. 'A culpa do estado ter quebrado não é da Uern, a Uern está criando e educando irmãos que não podem pagar pela educação'.  

Com relação ao ajuste fiscal, o candidato do PSD disse que o seu governo tem os menores gastos do país com funcionários comissionados, que realizou auditoria na folha de pagamentos e enxugou a máquina administrativa. Afirmou que existe uma ação na justiça para que as 'sobras' orçamentárias dos poderes retornem aos cofres do estado.
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