domingo, 8 de março de 2020

#DefesaDaMulher Governadora envia proposta ao #ConsórcioNordeste

A cada 4 minutos uma mulher é vítima de violência no Brasil e a cada oito horas uma delas morre. A Lei Maria da Penha existe desde 2006, mas foi só em 2015 que surgiu o crime de feminicídio, que é quando uma mulher é morta só porque é mulher.  

Esse tipo de crime é mais antigo até do que a própria Bíblia, mas a defesa das mulheres, por mais incrível que pareça, ainda é muito recente!  

Infelizmente, de janeiro para cá, o governo federal além de retirar todos os recursos de enfrentamento à violência ainda tem trabalhado para transformar a Lei Maria da Penha deixando-a mais punitivista, de uma forma que deixa ela mais cara.  

Uma pesquisa recente da Universidade Federal Ceará e do Instituto Maria da Penha disse que a violência doméstica custa aproximadamente R$ 64,4 milhões ao Nordeste, considerando tanto a defesa e tratamento da vítima, como o dinheiro que ela para de gerar exatamente porque morreu ou foi agredida.

Apresentei aos companheiros do #ConsórcioNordeste uma proposta para ampliar organismos de defesa das mulheres, incluindo integração das Delegacias Especializadas de Atendimento às Mulheres, Polícia técnica e Patrulhas Ronda Maria da Penha. O Governo da Bahia já contribuiu na capacitação das Polícias Militares de Alagoas, Maranhão, Sergipe e Paraíba, e nós queremos ampliar essas ações para os demais estados do Nordeste.

Queremos criar um sistema integrado de enfrentamento a violência contra mulher capaz de melhorar o monitoramento dos processos e fiscalização das medidas protetivas.  

A proposta também inclui o fortalecimento de programas de emprego e renda na cidade e no campo.  

Eu sou uma mulher nordestina e não poderia neste 8 de março fugir a nossa natureza: é preciso antes de tudo ser forte! É preciso ter coragem de enfrentar as desigualdades gritantes que impedem as mulheres de ascenderem aos espaços de poder, de estruturarem suas carreiras e garantir sua autonomia. É preciso garantir um ambiente democrático e o direito e a integridade de nossos corpos para conquistar a equidade entre homens e mulheres.  

Honrando a memória e o legado de Nísia Floresta, Celina Guimarães, Alzira Soriano, Dandara, Maria da Penha e tantas outras, que como eu, enfrentaram os mais diversos tipos de machismos, seguiremos lutando e trabalhando para implementar mais politicas sociais e garantir que o povo do nordeste possa prosperar, homens e mulheres, lado a lado, construindo uma sociedade menos violenta, mais inclusiva e acessível para todos e todas.  

Alberto Leandro | Vlademir Alexandre | Luísa Medeiros

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