terça-feira, 10 de março de 2020

Governadora do RN propõe ao Consórcio NE ações conjuntas em defesa das mulheres

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, propôs aos governadores do Nordeste  uma ação conjunta que visa ampliar organismos de defesa das mulheres, incluindo integração das Delegacias Especializadas de Atendimento às Mulheres, Polícia técnica e Patrulhas Ronda Maria da Penha.

“Precisamos criar um sistema integrado de enfrentamento à violência contra a mulher capaz de melhorar o monitoramento dos processos e fiscalização das medidas protetivas”, disse ela, no texto enviado aos colegas nordestinos. O Governo da Bahia já contribuiu na capacitação das Polícias Militares de Alagoas, Maranhão, Sergipe e Paraíba, e a ideia, segundo a governadora, é ampliar essas ações para os demais estados do Nordeste.  

A proposta também inclui o fortalecimento de programas de emprego e renda na cidade e no campo. “Eu sou uma mulher nordestina e não poderia neste 8 de março fugir a minha natureza: é preciso antes de tudo ser forte. É preciso ter coragem de enfrentar as desigualdades gritantes que impedem as mulheres de ascenderem aos espaços de poder, de estruturarem suas carreiras e garantir sua autonomia. É preciso garantir um ambiente democrático e o direito e a integridade de nossos corpos para conquistar a equidade entre homens e mulheres”.  

Cenário  

No texto enviado aos colegas governadores, Fátima observou ainda que “a cada 4 minutos uma mulher é vítima de violência no Brasil e a cada oito horas uma delas morre”. A Lei Maria da Penha existe desde 2006, mas foi só em 2015 que surgiu o crime de feminicídio, que é quando uma mulher é morta só porque é mulher.  

“Esse tipo de crime é mais antigo até do que a própria Bíblia, mas a defesa das mulheres, por mais incrível que pareça, ainda é muito recente. Pra completar, de janeiro para cá, o governo federal além de retirar todos os recursos de enfrentamento à violência ainda tem trabalhado para transformar a Lei Maria da Penha de uma forma que deixa ela mais cara”, lamentou Fátima Bezerra.  

Uma pesquisa recente da Universidade Federal Ceará e do Instituto Maria da Penha disse que a violência doméstica custa aproximadamente R$ 64,4 milhões ao Nordeste, considerando tanto a defesa e tratamento da vítima, como o dinheiro que ela para de gerar exatamente porque morreu ou foi agredida.

Nenhum comentário

Postar um comentário

Desenvolvido Por: Editado Por: :

imagem-logo